Baixa Umidade do Ar Aumenta Casos de Asma em Palmas

Palmas mantém um alerta constante devido aos efeitos da baixa umidade do ar, conforme o Boletim Informativo Semanal do Vigidesastres, da Secretaria Municipal da Saúde (Semus). Durante a Semana Epidemiológica 33, de 16 a 22 de agosto de 2026, a umidade relativa variou entre 18% e 29%. As piores condições, com índices de 18%, foram registradas nos dias 21 e 22.

O levantamento da Semus mostra um aumento significativo nos atendimentos por doenças respiratórias, destacando a asma como a principal preocupação. Apesar de uma leve diminuição nos atendimentos nesta semana, com 213 casos em comparação a 221 da anterior, os números permanecem elevados. A asma foi responsável por 94 atendimentos, seguida por reações alérgicas e outras rinites alérgicas.

A situação é preocupante, principalmente em um cenário marcado por altas temperaturas, ar seco e a presença de poeira e fumaça. Esses elementos contribuem para a inflamação das vias aéreas, aumentando a vulnerabilidade a condições como asma e bronquite.

Além dos atendimentos por doenças respiratórias, o boletim menciona outros agravos relacionados ao ambiente seco. Notificações sobre arboviroses se mantiveram em 199, enquanto casos de acidentes com animais peçonhentos aumentaram de nove para 11. A temperatura média também se mostrou estável, variando de 29,9°C para 29,8°C, mas a umidade relativa média aumentou para 42%.

Para minimizar os riscos à saúde, a Semus recomenda que a população adote cuidados especiais, como aumentar a ingestão de água, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes e utilizar métodos para melhorar a umidade do ar nos ambientes internos. Adicionalmente, é crucial evitar queimadas e assegurar que portas e janelas estejam fechadas em dias de fumaça intensa.

As orientações também incluem um cuidado especial com grupos vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e portadores de doenças respiratórias. A Semus destaca que, em casos de dificuldade respiratória ou sinais de desidratação, é vital procurar atendimento médico imediatamente.

O monitoramento do clima e epidemiologia seguirá ativo, com a Diretoria de Vigilância Ambiental trabalhando sob o Programa Vigidesastres, emitindo alertas e orientações à população durante todo o período de estiagem.

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