Após se consolidar como o terceiro colocado nas recentes pesquisas de intenção de voto para a presidência, o escritor Augusto Cury, representante do Avante, agora busca aumentar os recursos disponíveis para potencializar sua candidatura. A estratégia é aprimorar as estruturas de campanha, visando um melhor desempenho no pleito.
Cury, que é o maior doador individual da sua campanha, aplicou R$ 150 mil de um total de R$ 217 mil arrecadados. De acordo com declarações do candidato a vice, Júlio Delgado, a cúpula do Avante decidiu que o Fundo Eleitoral seria redirecionado para as campanhas de deputados federais, tendo como prioridade a superação da cláusula de barreira. Assim, apenas R$ 50 mil do Fundo Partidário foram reservados para a candidatura de Cury.
Conforme os dados do Datafolha, Cury aparece com 8% das intenções de voto, enquanto outros levantamentos indicam que ele pode alcançar até 10%. O candidato a vice acredita que, com o crescimento das expectativas em torno da candidatura, Cury poderá alcançar 25% até outubro e, assim, conseguir uma vaga no segundo turno, que deverá ser disputado contra o presidente Lula.
“No começo, as pessoas não viam perspectiva, mas agora elas veem. Apesar do montante limitado, vamos buscar doações de pessoas físicas para fortalecer nossa campanha”, disse Júlio Delgado à CNN.
A estratégia de Cury em sua campanha é evitar ataques diretos a adversários, com a esperança de criar um ambiente de pacificação. Ele tinha agendado um ato na Avenida Paulista para o dia 7 de setembro, mas decidiu mudá-lo para o Rio de Janeiro, onde enfrentará o concorrente Flávio Bolsonaro (PL) em um evento que visa promover a união do país, sem oposição explícita ao STF.
Enquanto isso, a expectativa entre a cúpula do Congresso é que haja tempo para discutir o fim da regra 6×1 antes do segundo turno das eleições, o que poderia alterar significativamente o cenário político atual.