A 20ª edição do Festival Gastronômico de Taquaruçu não foi apenas um evento de celebração da culinária, mas também uma plataforma de sensibilização sobre o trabalho infantil. No sábado, 5 de setembro, a equipe das Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Aepeti), da Secretaria de Desenvolvimento Social de Palmas (Sedes), promoveu atividades educativas que incluíram teatro lúdico e a distribuição de materiais informativos.
Esse esforço busca alertar a sociedade sobre os riscos e as implicações do trabalho infantil. Segundo Tia Eva, uma das coordenadoras da ação, é comum que o trabalho precoce seja visto como uma solução, mas isso priva as crianças do seu desenvolvimento pleno e do direito de sonhar e brincar. “O trabalho infantil muitas vezes é normalizado, e por isso precisamos educar a comunidade sobre o que realmente está em jogo”, destacou.
A participação do palhaço Batatinha Frita trouxe um tom lúdico à discussão, ressaltando a diferença entre ajudar nas tarefas domésticas e ser explorado. Ele enfatizou que as crianças devem ter um papel ativo em casa, mas isso não deve comprometer sua infância. “O intuito é que as pessoas entendam a linha tênue entre contribuição e exploração”, esclareceu.
Júlia Barreto, coordenadora da Aepeti, reafirmou o compromisso da Sedes em proteger os direitos das crianças e adolescentes. A ação no festival é um passo importante para reforçar a responsabilidade coletiva na luta contra o trabalho infantil. ”Proteger hoje é garantir que cada criança construa um futuro melhor”, declarou.
Todos podem exercer o papel de vigilantes e defensores dos direitos das crianças. Qualquer denúncia de trabalho infantil pode ser feita através do Disque 100, Delegacia Regional do Trabalho, Sedes, Ministério Público do Trabalho ou Conselho Tutelar. É essencial que a sociedade esteja unida no combate a essa violação de direitos tão grave.