No último depoimento à Polícia Civil, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa admitiu ter agredido seu filho, Gustavo Velozo, no dia da tragédia. Ele relatou que deu pisões e chutes no menino durante um acesso de raiva, que ocorreu quando encontrou a criança na piscina sem supervisão. Informações obtidas pela TV Anhanguera indicam que Igor disse: “Quando eu chacoalhei ele, ele bateu a cabeça na parede, e aí eu joguei ele pra frente e dei pisões nele, nas costas dele e na barriga.” Essa confissão lança luz sobre os eventos devastadores que levaram à morte do menino de apenas três anos.
Gustavo foi encontrado sem vida no dia 2 de agosto de 2026, e desde então o pai e sua madrasta, Kathellen Moreira da Silva, enfrentam sérias acusações. Ambos foram indiciados e já se tornaram réus por homicídio. A polícia investiga os detalhes do caso, que chocou a comunidade e gerou uma onda de indignação.
A defesa de Igor declarou que toda a verdade será esclarecida nos trâmites legais. Em contrapartida, a defesa de Kathellen afirmou que ela não assistiu nem ouviu as agressões, reforçando que estava com a filha de quatro meses quando os eventos ocorreram. A madrasta se defendeu, alegando que foi impedida de entrar no quarto por Igor, e que somente soube da morte de Gustavo no dia seguinte. Kathellen afirma ser inocente e que está passando por um momento doloroso ao ser mantida presa sem visitas de sua filha.
Uma perícia realizada indicou que Gustavo sofreu hemorragia interna, resultante de lesões severas em várias partes do corpo, incluindo hematomas na cabeça e lacerações anais. O laudo sugere a possibilidade de violência sexual, o que adiciona uma camada de complexidade ao caso.
Kathellen explicou que, ao tentar verificar barulhos que seu outro filho ouviu, foi impedida de entrar no quarto por Igor. Em seus relatos, menciona que apenas ouviu ruídos que não eram suficientes para identificar a gravidade da situação.
Enquanto os dois permanecem detidos, o caso continua a gerar um grande clamor público. Organizações sociais e defensores dos direitos da criança chamam atenção para a necessidade de um sistema que proteja as vítimas de abusos. A defesa de Kathellen prometeu que as provas que sustentam sua inocência serão apresentadas no momento oportuno.
A comunidade, no entanto, continua a chorar a perda de Gustavo, com muitos clamando por justiça e medidas mais rigorosas contra a violência infantil.