Aumento do Investimento na Ponte Siqueira Campos
O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto), anunciou a assinatura de um termo aditivo no valor de R$ 12.902.879,85 para a duplicação e requalificação da Ponte Governador José Wilson Siqueira Campos. Com essa adição, o custo total da obra subiu de R$ 97.821.654,34 para R$ 110.724.534,19.
O termo aditivo, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 28, representa um incremento de 13,19% sobre o valor original do contrato firmado com o Consórcio Ponte Siqueira Campos.
Detalhes dos Serviços Previstos
As principais intervenções incluem a readequação das faixas de rodagem, melhorias nas ciclovias e o aprimoramento da ciclopassarela metálica. O projeto também abrange a execução de piso em laje steel deck, construção de decks de contemplação, implantação de academias ao ar livre, e instalação de guarda-corpos adicionais, além da pintura de proteção da estrutura metálica e recuperação de taludes.
Investigação do Ministério Público
Essas mudanças se dão em um contexto de investigação pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO), que instaurou um Inquérito Civil Público para apurar os impactos das alterações na estrutura da ponte.
O MPTO destacou preocupações sobre a retirada da mureta de concreto e a instalação de estruturas metálicas, durante a execução da obra.
Em resposta a essas preocupações, a Ageto afirmou que as intervenções estão em conformidade com os projetos executivos e estudos técnicos da duplicação. A agência negou que houvesse uma substituição do guarda-roda por estruturas metálicas, afirmando que tais elementos fazem parte da armadura interna do concreto armado e que o novo guarda-roda está previsto.
Justificativa para o Aditivo
Na sequência do aditivo, o Jornal Opção Tocantins questionou a Ageto sobre a necessidade do aumento contratual e se as obras já eram esperadas no projeto original. A Ageto respondeu que o aditivo não altera o objeto principal do contrato, que é a duplicação e modernização.
Segundo a agência, melhorias focadas em mobilidade ativa, segurança viária, acessibilidade e valorização do espaço urbano foram incorporadas sem alterar o escopo principal.
Isso, conforme a Ageto, evita uma nova licitação e aproveita a mobilização atual na obra.
Por fim, a Ageto reforçou que todas as modificações seguem critérios técnicos e estão dentro da legislação vigente, visando entregar uma infraestrutura mais segura, moderna e preparada para futuras demandas de mobilidade urbana.