Marinho critica Lula e o chama de ‘ladrão da esperança’

Após as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a oposição à PEC que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1, o senador Rogério Marinho (PL-RN) decidiu responder nas redes sociais. Em uma postagem contundente, Marinho acusou o presidente de ser um “ladrão da esperança”, referindo-se à proposta de redução da jornada de trabalho sem diminuição de salários.

Marinho expressou suas preocupações sobre as consequências que a implementação da proposta traria para os trabalhadores brasileiros.

Ele mencionou que a suposta política de Lula poderia acarretar em aumentos nos preços, fechamento de empresas, aumento do desemprego e um impulso à informalidade no mercado de trabalho. “Você está aplicando o golpe da picanha 2, tentando fazer o povo acreditar que é possível reduzir a jornada sem redução de remuneração”, declarou o senador em um post no X.

Em resposta, Lula descreveu a oposição como mal-intencionada, afirmando que tentam enganar a população.

Segundo Lula, críticas semelhantes surgiram quando os trabalhadores conquistaram direitos como férias e o 13º salário. Ele defendeu que as previsões de calamidade da oposição são infundadas e apenas uma repetição de argumentos usados historicamente.

Recentemente, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou a PEC que extingue a jornada de trabalho 6×1, mas o projeto ainda precisa ser aprovado em dois turnos no plenário.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), indicou que a análise da proposta ocorrerá em outubro, possivelmente em uma sessão extraordinária em setembro, dependendo do andamento das discussões.

Apesar da aprovação na CCJ, houve vozes contrárias, como as dos senadores Rogério Marinho e Jaime Bagattoli (PL-RO), que se opõem à mudança. A proposta requer ao menos 49 votos para a aprovação final no Senado, demonstrando que o debate sobre a jornada de trabalho será intenso nos próximos meses.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima