A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedes) promoveu uma palestra voltada aos participantes do Serviço de Família Acolhedora (SFA). O evento, intitulado ‘Cuidar, criar vínculos e respeitar histórias’, teve como objetivo principal orientar e preparar famílias dispostas a acolher temporariamente crianças e adolescentes que necessitam ser afastados de suas famílias de origem por medidas de proteção.
A psicóloga Mariana Cabral, integrante da equipe do SFA, foi a responsável por ministrar a palestra, na qual foi discutida a importância da criação de vínculos afetivos durante o período de acolhimento, sempre respeitando a história de vida e os direitos de cada criança. A conversa abordou tópicos cruciais como o processo de adaptação, as etapas do acolhimento e a preparação emocional das famílias que acolhem.
Um ponto central da discussão foi o desapego, enfatizando que o programa Família Acolhedora não se trata de uma alternativa para adoção. O acolhimento é temporário, com a intenção de oferecer cuidado e proteção até que a criança ou o adolescente possa retornar ao convívio familiar ou ter outra medida de proteção definida judicialmente.
Os palestrantes também destacaram a importância de reconhecer que cada criança possui uma história única, com vínculos e experiências que necessitam ser respeitados. A proposta é que as famílias acolhedoras compreendam seu papel na trajetória da criança, oferecendo afeto e segurança, sem perder de vista sua identidade e suas relações familiares.
A superintendente de Proteção Social Especial, Marlucy Albuquerque, reiterou a relevância do programa: “A Família Acolhedora é uma demonstração de cuidado e compromisso com os direitos das crianças e adolescentes. Portanto, é fundamental preparar as famílias para entender que acolher implica oferecer proteção, afeto e segurança por um período, respeitando a história de cada criança e buscando a garantia de seus direitos. O vínculo construído é crucial, mesmo quando chega o momento da despedida.”
Entre os participantes estava a professora da rede pública municipal, Camila Ponciano da Costa, que conheceu o SFA por meio de uma reportagem na televisão. Ela compartilhou que o contato diário com crianças em situações de vulnerabilidade a inspirou a se envolver no programa. “Sou professora e, no meu dia a dia, convivo com muitas crianças. Já presenciei situações de vulnerabilidade dentro do ambiente escolar e isso sempre me sensibilizou. Quando conheci o programa, percebi que poderia contribuir oferecendo cuidado, carinho e proteção a uma criança que estivesse precisando. Meu interesse vem exatamente desse desejo de ajudar e fazer a diferença na vida dela”, destacou Camila.