Suspeito de Estupro em Palmas Tem Extensa Ficha Criminal

Josafá Batista dos Santos, preso em 1º de setembro de 2026 por suspeita de estuprar e esfaquear uma mulher de 52 anos em Palmas, já possui um histórico alarmante de crimes semelhantes. Este último incidente ocorreu entre as quadras 601 e 603 Sul, quando ele abordou a vítima por trás enquanto ela seguia a pé para o trabalho.

A vítima, ao perceber o ataque, lutou contra o agressor e, como consequência, foi esfaqueada pelo menos quatro vezes no tórax e no pescoço. Após ser levada às pressas para o Hospital Geral de Palmas, ela passou por uma cirurgia delicada e continua em recuperação.

Este não é o primeiro registro de violência de Josafá. Em setembro do ano anterior, ele foi detido pela polícia após uma tentativa de estupro no mesmo local. Contudo, foi liberado em menos de 24 horas. Ele também foi preso em novembro por uma ordem judicial no Maranhão, mas, inexplicavelmente, foi solto três meses depois, respondendo ao processo em liberdade.

Em 2018, Josafá foi acusado de estuprar uma adolescente de 17 anos que carregava um bebê. O crime ocorreu em um matagal próximo a uma faculdade, onde a jovem foi rendida e amarrada com uma camisa, posteriormente encontrada pela polícia. Josafá confessou o ato sob interrogatório, admitindo também ter roubado o celular da vítima.

A recente prisão de Josafá foi realizada após a equipe de investigação da polícia cruzar dados sobre seus crimes anteriores. O padrão de comportamento do agressor, que sempre escolheu locais com vegetação densa para realizar suas abordagens, chamou a atenção dos investigadores. Em todas as ocorrências, ele não apenas violentou as vítimas, mas também roubou seus celulares.

Após o ataque mais recente, o delegado Gustavo Henrique explicou que a localização do suspeito foi possível devido a uma análise meticulosa das evidências e depoimentos. Durante a busca em sua residência, a polícia encontrou o celular da diarista, que foi reconhecido pelos familiares da vítima.

Josafá Batista dos Santos deve enfrentar acusações sérias por estupro consumado e roubo. Apesar da natureza brutal dos crimes, a defesa do suspeito não foi contatada até o fechamento desta reportagem.

A Prefeitura de Palmas foi questionada sobre a questão do mato alto na área onde o crime ocorreu. Em resposta, a Secretaria Municipal de Zeladoria Urbana informou que houve uma roçagem recente, mas a área em questão é de propriedade particular, complicando assim qualquer ação municipal para garantir a segurança dos pedestres.

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